quinta-feira, 16 de setembro de 2010


COISA


A vontade de falar da "COISA". E o que é a "Coisa"?
A Coisa pode ser corpórea, ou a Coisa incorpórea, Coisa móvel ou imóvel, Coisa fungível ou infungível, Coisa consumível ou Coisa inconsumível, Coisa indivisível ou divisível. Pode ser também uma Coisa simples ou composta, uma Coisa unitária ou coletiva, Coisas acessórias ou uma Coisa principal.
A "COISA" pode ser tudo aquilo que contribui para a satisfação das necessidades humanas nas inter-relações sociais. Ou pode ser simplesmente a Coisa de cada pensamento humano, e ela pode modificar a cada instante, e modificamos tanto, que momentaneamente poderá pensar que não sabes se a Coisa que pensas (...) continua a mesma. Mas não se assuste, assim são os pensamentos racionais, e provável que seja assim, até mesmo na irracionalidade.
Certa vez escutei uma estória sobre a "COISA", e foi tão claro de perceber como era e o que era a "Coisa", que até mesmo uma criança interpretaria a Coisa como a própria "COISA". Foi a estória mais divertida que escutei, como a há muito tempo não ouvia. Ela foi sem sentido, mas o suficiente para compreender que quem dá o sentido da "Coisa" toda - somos nós mesmos.

(Jane Eyre Queiroz)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

PALAVRAS PRESENTEADAS.



Há momentos em que necessitamos parar tudo o que estamos a fazer e deixar os pensamentos fluir sem ter a noção para onde eles vão. Não se trata de deixar de pensar mas sim, de libertar os pensamentos sem opinar sobre os mesmos, deixá-los soltos para que uns se percam e outros regressem.

Há uma canção, (que também significa destino) que diz:

"Sentes que um tempo acabou
Primavera de flor adormecida,
Qualquer coisa que não volta que voou,
Que foi um rio, um ar, na tua vida"

Assim, tal como na música, também eu deixei o tempo voar, encontrando-me agora frente a uma nova fase. Já não me encontro no mar, mas também ainda não regressei às praias do mundo. Minha alma está numa ilha, calmamente como o sopro em uma harmônica, apenas ouvindo, apenas sentindo, apenas vivendo!

E meu corpo está aqui, bem presente, fazendo-se notar através do esforço diário de um verão quente e através das dores musculares impostas pelas corridas diárias à volta de casa ou à volta de mim mesma.

Alegrem-se os tristes, acalmem-se os alegres... Tudo tem um equilíbrio na vida, só temos de saber onde o encontrar... Eu julgo ter encontrado o meu...

... Não há lugar para tristezas e o tempo é demasiado curto para vazios... Já os romanos diziam:  "Praeteritum tempus um quam revertitur" (Qualquer coisa como tempo perdido não se recupera)... Por isso não perca tempo em ficar triste sem razão, antes aproveite o que tens, com um sorriso sincero.

(Jane Eyre Queiroz)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O CAMINHAR


Humanidade é um poço de sentimentos, e a intensidade de cada um se diferencia por “cabeça”.

Caráter, dignidade, honestidade – Tudo se torna do tamanho de teus sentidos, e as pessoas sentem isto, acredite.

As melhores atitudes se transformam nas maiores verdades transbordadas de dentro do seu Eu. Em alguns tempos, você consegue segurar choros e risos, mas existem tempos que por mais que tente; nada te deixa envergonhado (a) – O choro é espontâneo e o riso é sem querer! A verdade se torna profunda, e a profundidade é tão superficial quanto o querer resolver.

E depois de uma avalanche de notícias, sendo elas do tamanho que forem - a gente ainda tem que aprender a ser feliz... Falamos tantas coisas da Felicidade, e gosto do que ouço e do que falo para bom estímulo, mas, vez ou outra se percebe que enquanto alguém pede para ela brincar de Ciranda Cirandinha, ela prefere Pique - Esconde.

(Jane Eyre Queiroz)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O COELHO NOS SONHOS



Os Orientais acreditavam que quem vê um coelho na Lua Cheia implica em uma significância relevante de Paixão. Quando menininha eu olhava para o céu de dia e imaginava vários bichos, vários movimentos - Pelas noites eu gostava da Lua Cheia e nunca via São Jorge e seu Dragão - Eu tentava administrar meus pensamentos de forma a serem concisos com o que realmente era notório, mas nunca obtive sucesso.

O tempo passou e toda essa história imaginária foi deixada para trás, mas no dia 7 de fevereiro de 2009 ao gravar uma Lua, meu passado voltou, e finalmente pude ver o Coelho na Lua.

Digo finalmente, porque a gente esquece do tempo. Não temos idéia de quanto tempo se passa até chegar "O tempo".
Tempo, tempo, tempo.
Tempo, tempo, tempo.
Tempo.
Digo TEMPO 7 (sete) vezes para dar SORTE.

Escritores do mundo inteiro falam sobre o tempo e alguns desses nos dizem que o segredo da felicidade e da virtude é amarmos o que somos obrigados a fazer, de certo a finalidade de todo o condicionamento é as pessoas amararem o destino social de que não podem escapar com o TEMPO.

Coelho, Tempo, Felicidade e Destino. Nunca faço algo condicionado, mas quando paro e olho, parece que tenho uma sucessão de mesmice. A gente está ligado ao destino ou o destino está ligado a gente? Seja como for, só agradeço ao destino. E o Tempo? Ele só desenvolve, desliza, enxerga longe e mostra (...)

O Tempo aquece, assim disse Marta Medeiros. Assim digo Eu, afirmando  um sonho "re-vestido" de Coelho sob uma Luz Negra que clareia como a Lua Cheia em meus sonhos,

(...)

(Jane Eyre Queiroz)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O BEM DE SORRIR





Quando lemos e ouvimos que o “sol(riso)” é um dos melhores propulsores das coisas boas que temos, acreditem, é verdade.

(...)
Logo que se fez decidida a resolver a sua vida. A menina parou de olhar para trás e conseguiu um trabalho, logo ela havia transferido seus cursos itinerantes para os sábados e suas aulas para a noite.

Como desafios sempre existem, as 16 horas ausentes de casa trouxeram transtornos que a faziam procurar a melhor maneira de encarar tudo que estava designada, para que logo houvesse a tal da adaptação que passa a existir quando o tempo corre pelas horas, se transformando em dias, meses e logo em alguns anos.

O que existia fora do mundo de sua casa e fora das pareides de seu quarto eram pessoas que pareciam ser mais de uma mesma pessoa, com as mudanças de humores insuportáveis e com isso o tal medo; medo de pessoas, medo do mal, medo de um mundo desconhecido. Ninguém avisara a ela como as coisas seriam a partir dali, e depois veio a descoberta de que nem os mais inteligêntes saberiam o que o amanhã lhes diriam.

Desta forma, não poderia ela ser o produto de seu meio. Como ser algo que não suportava ser? Para se tornar “uma adulta” de respeito teria que seguir padrões que a massa estabelece? Essa seriedade insensata, a mesquinhez desumana, o mal humor arrogante. Isso tudo parecia fazer as pessoas se classificarem como bons profissionais (por serem sérios), adquirirem respeito ( pelo temor), serem inteligentes (e mal educados), mas apenas pareciam tudo isso diante de uma sociedade hipócrita, e até mesmo inteligentes.

A menina que entendia de tudo um pouco, e de nada muito, olhou-se no espelho uma noite e disse: - Quer saber? Eu vivo para viver! E como disse Locke: “O direito da propriedade é a base para a liberdade”. Se sou propriedade de mim mesma, terei que fazer tudo exetamente da minha maneira.

E desde então seu bom humor era a irônia de tudo que não aceitava, um bom dia todos os dias para todos que passavam. O interesse pelo nome das pessoas a quem menos era reconhecido na sociedade; como um flanelinha (Seu Luiz!), um pipoqueiro (Seu Amaro!), uma trocadora de ônibus (Querida Francisca), um porteiro (O Zé). Os dias foram se transformando e o respeito que todos esperam da maior classe à menor, deu-se inversamente.

Então ela se sentia a cada dia mais forte para enfrentar dias de chuvas e dias de sol. E começou a não se importar tanto com quem não continuaria a caminhar ao seu lado, ela compreendeu por diversar vezes que existem pessoas fracas e pobres de espírito, dessas que se aproximam para roubar ou encontrarem a fonte dessa energia inexplicável, mas não por serem tão mau(s), mas por sentirem a necessidade de algum tipo de auto-afirmação, alguma cooperação, ou traduzindo pelo entender mais franco: algum interesse sem valor e sem firmações.

Os sorrisos dado e os abraços distribuídos pareciam ser alimentados por compaixão, carinho e vontade de ser feliz. Acreditava ela que a vontade era a maior propulsora do entusiasmo. Até mesmo Orison Marden disse: “Uma vontade acha uma maneira”. Vontade é tudo mesmo, embora seja algo que dá é passa como uma vez ela ouviu. A persistência, a vontade e a ação são grandes caminhos a se trilhar, e procurando esses caminhos sorrindo, a tendência é que as portas surjam com maior rapidez, as escolhas aumentem, e tudo mais, até mesmo os sonhos.

Maravilhosa é a vida quando entendemos que a humanidade é composta de personalidades de todos os tipos. Há os que ajudam e os que derrubam. Os que constroem e os que destroem. Os que elogiam e os que criticam. Os que invejam e os que desejam o bem. Os que amam e os que odeiam. Os que são verdadeiros e os que fingem. E quão bom é quando, a todos, indistintamente,
desejamos um sorriso, mesmo que não nos olhem, e um bom dia, mesmo que não nos ouçam nem nos queiram ouvir dizer.

(Jane Eyre Queiroz)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Aὐτός+βίος+Yράφειν

(...)
- Aos 5 anos descobri o que era família (1.º aniversário memorável).
- Aos 6 anos descobri a leitura fora da escola (com enfermeiras em um hospital).
- Aos 7 anos descobri que uma cicatriz pode representar vida (cirurgia no braço esquerdo).
- Aos 8 anos descobri meu 1.º calo na mão (ao cortar com facão cana-de-açúcar na Serra de Baturité).
- Aos 9 anos descobri a importância de “caminhar com as mãos” (ensinamentos de papai em cima da laje de um alto prédio, no centro da cidade).
- Aos 10 anos descobri quem era Deus e pude senti-lo (1.º Comunhão).
- Aos 11 anos descobri o que Eu queria ser quando crescesse (1.ª medalha de redação dada pelo Ministério da Saúde).
- Aos 12 anos descobri que eu era magra demais (fui manequim de uma loja para roupas de crianças com 8 anos de idade).
- Aos 13 anos deixei de ser tímida (representante principal de peças teatrais da escola, apoiada pela Coordenadora, a querida Tia Célia).
- Aos 14 anos descobri que eu era bonita (1.º pedido em namoro pelo “garoto propaganda” da escola).
- Aos 15 anos descobri o que era Amizade (minhas amigas tiveram medo de me dizerem que usavam drogas).
- Aos 16 anos descobri o que era ser Revolucionária (protesto estudantil em frente à Assembléia Legislativa com pedras e palavrões aos Políticos da época - Tasso e Juraci).
- Aos 17 anos descobri que podia ser uma grande líder (líder de mais de 100 alunos em um Projeto Cultural Estudantil).
- Aos 18 anos descobri o que era a morte (falecimento de Papai).
- Aos 19 anos descobri o Mundo (1.º Trabalho).
- Aos 20 anos descobri a importância de ter momentos sozinhos (1.º caminhada na praia em uma manhã de domingo).
- Aos 21 anos descobri a sensação de um jogo de Futebol (1.ª ida ao Estádio Castelão).
- Aos 22 anos descobri o Pão e o Vinho  (grandes amizades se formando pra vida).
- Aos 23 anos descobri a importância de uma infância (meu 1.ª rappel).
- Aos 24 anos descobri a importância de tudo que eu podia tocar (1.º voo de parapente).
- Aos 25 anos descobri a paixão (conhecimento da alma).

- Aos 26 anos percebi que a falta de atenção provoca prejuízos enormes em nossas vidas (falta de crença em minhas dedicações e percepções).

- Aos 27 anos dediquei-me ao desprendimento e ao começar de um novo amanhã (crença aos meus princípios e ao significado aprendido sobre família).

- Aos 28 anos sinto uma nova história para ser construída (confiança no amanhã).

- Aos 29 anos descobri o sorriso à toa (alcance de meta no destino de profissão).
- Aos 30 anos descubro a cada dia a importância do tempo em nossas vidas...
(...)

(Jane Eyre Queiroz)

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

DIZER O QUÊ?

Numa dessa noites quentes e que escurece rapidamente, estava a passar um bife de fígado com muita cebola que sangrava e espirrava sangue cada vez que eu precionava com o garfo. A menininha que eu ajudara a educar com métodos de estudos, me perguntou olhando atentamente para o pedaço de fígado:

- De onde vem essa carne?

- Do boi.

- Por que a gente não como gente? Dizem que tem tanta gente morrendo de fome pelo mundo, se morremos por que não somos comidos em vez de enterrados? Matamos bichos para comer e não comemos gente para viver? Que estrago! Mas, por quê?

Nessa hora me veio um tormento de idéias, como eu responderia uma menina de 11 anos que me fez uma pergunta, e no qual eu nunca treinei reposta. Uma pergunta que me fazia ter medo se a menina tinha um gênio doentio, ou se ela era esperta demais para raciocinar algo que tem um contexto lógico.

Respirei fundo nessa hora, sorri com o ar de quem lhe daria a resposta esperada, virei o bife de fígado fazendo um jogo de espera enquanto processava uma resposta coerente. Então a perguntei com calma e sutileza:

- Você sabe me responder o que é respeito?

- É o que eu tenho pela minha Vó.

- E você comeria a sua Vó?

Ela balançou a cabeça assustada, respondendo que não. Ficou tão assustada, parecia até que aquela frase na imaginação dela havia sido uma ordem e não uma pergunta. Tirei o bife da panela, fui até a mesa e sentei-me na cadeira pedindo para que ela sentasse ao meu lado. Muitas coisas vieram a minha mente, fiquei imaginando no dia em que eu tiver meus filhos, quais as perguntas que me farão e antes que me façam o que eu devo ensiná-los? Mais uma vez respirei fundo e disse:

- Eu nuca vi um boi matando um boi e comendo. Um gato matando um gato e comendo. Um elefante matando um elefante e comendo. Todos esses bichos e tantos outros, seguem uma raciocínio de respeito, mesmo eles não sabendo que essa palavra exista. Eles se respeitam por serem semelhantes, talvez. Eles se respeitam por serem da mesma espécie e compartilham muitas coisas entre si. Acho que você não sabe o que significa a palavra ética ou norma, mas algumas coisas seguem um percurso natural de lógica em que você ou a sociedade necessitam para se manterem em “ordem e progresso”. É lógico que você não vai matar seu semelhante para comer, e isso é um respeito não ao próximo, mas a você mesma. E acho que seu próximo presente de aniversário vai ser um livro chamado Bíblia (...)
(Jane Eyre Queiroz)